Carro não foi usado no assassinato de Marielle

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Segundo o delegado Alexandrino Rosa de Souza, uma denúncia anônima feita à Polícia Civil do Rio de Janeiro indicou a localização do veículo na cidade da Zona da Mata.

No final da tarde, o dono do veículo foi localizado.

Gonçalves tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e foi preso pela última vez em 22 de fevereiro, em Ubá, por porte de arma. O proprietário, que não teve a idade divulgada, foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos.

De acordo com a polícia, além de um automóvel Renault Logan, outro, da marca GM, modelo Cobalt, também participou da perseguição que terminou na morte de Marielle e Anderson, no bairro do Estácio. Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Elas mostram que o carro onde estava a vereadora foi seguido por outros dois automóveis. As equipes do Rio de Janeiro que investigam o assassinato da parlamentar foram acionadas. Segundo a Polícia Civil, a avenida faz parte das vias percorridas pelo carro de Marielle na noite do crime - quarta-feira (14). Um Renault Logan, da cor prata, é do mesmo modelo e cor do veículo usado pelos criminosos. Até agora as primeiras informações sobre as investigações apontam para crime premeditado. A polícia já sabe que as munições, que têm calibre de 9mm, pertencem ao mesmo lote que foi supostamente roubados nos Correios. Os assassinatos de 17 pessoas ocorreram em Barueri e Osasco, na Grande São Paulo, em 13 de agosto de 2015. Somente no ano passado 134 policiais militares foram assassinados no estado. Segundo a Polícia Civil do Rio, esse lote foi vendido à PF de Brasília pela empresa Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822. Para ele, a morte de Marielle "é um crime contra a democracia, um crime contra todos nós".

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