Irã pede à Europa que incentive Trump a implementar o acordo nuclear

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"É uma grande honra e uma visita de Estado muito importante, dado o contexto atual", disse o Presidente francês à imprensa ao aterrar na base aérea de Andrews, nos arredores de Washington. "Temos muitas decisões a tomar".

Juntos, os dois presidentes plantaram uma árvore de carvalho no jardim da Casa Branca, sob os olhares das duas primeiras damas, como símbolo da proximidade entre os dois países.

Acompanhados das primeiras-damas Melania Trump e Brigitte Macron, os dois líderes reuniram-se no fim da tarde em Mount Vernon, lar do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, para um jantar privado de frente para o rio Potomac, nove meses depois de seu primeiro encontro na Torre Eiffel, em Paris.

Pompeo pode ser confirmado ainda nesta segunda-feira (23) como o novo secretário de Estado americano, em votação no comitê de Relações Exteriores do Senado Ele tem dito que o acordo nuclear com o Irã deve ser "consertado".

Apesar das manifestações de amizade, os dois têm profundas discordâncias. Mas o presidente francês espera que o bom relacionamento lhe permita ao menos influenciar nas posições do contraparte americano.

Em sua conta no Twitter, Zarif ressaltou que não há outro acordo que substitua o acordo nuclear assinado em 2015.

O Irã advertiu no sábado que retomaria "vigorosamente" o enriquecimento de urânio se Washington romper o acordo, no que seria o primeiro passo para a produção da bomba atômica.

Trump deverá anunciar em breve se irá ou não por termo ao acordo.

"Os líderes europeus deveriam encorajar o presidente Trump não apenas a seguir no acordo nuclear, mas, mais importante, a começar a implementar sua parte da iniciativa com boa fé".

Na agenda também estará a estratégia na Síria, após a vitória contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"Se nós partirmos definitiva e completamente (.), abriremos espaço ao regime iraniano e a Bashar Al Assad, que prepararão a próxima guerra e alimentarão um novo terrorismo", afirmou.

Macron, que se tornou o parceiro europeu por excelência de Trump, também vai aproveitar a visita para evitar a aplicação à União Europeia das tarifações americanas ao aço e ao alumínio, suspensas até 1º de maio.

Apesar das divergências, suas respectivas vitórias eleitorais - consideradas durante muito tempo impensáveis - os unem, um elemento que Macron não deixou de destacar.

"Não se faz guerra contra seus aliados", declarou no domingo.

"Temos uma relação muito especial porque provavelmente sejamos os rebeldes de cada um dos nossos sistemas", declarou à Fox News.

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