Finanças negam que pretedem afastar Ministério da Saúde da reforma da pediatria

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A reformulação da pediatria do Porto, incluindo a oncologia, é a mais recente polémica no Governo. Os encontros terão decorrido sem a presença de um representante do Ministério da Saúde (MS).

O pedido surge na sequência de notícias que denunciam o facto de, nas últimas semanas, os administradores hospitalares do Porto terem sido chamados a reunir com as Finanças. De resto esta foi a primeira declaração que chegou em resposta à TVI, sobre a existência da tal reunião que esta sexta-feira noticiava o Jornal de Notícias.

O PÚBLICO questionou o Ministério da Saúde para saber por que razão ninguém do gabinete do ministro Adalberto Campos Fernandes fora contactado para participar nas reuniões com as administrações dos três hospitais, mas até à hora da publicação desta notícia não houve resposta.

"É, pois, falsa a manchete da edição de hoje do Jornal de Notícias", refere o comunicado.

O Ministério das Finanças negou esta sexta-feira que estará a preparar reforma pediátrica no norte do país, sem o envolvimento do Ministério da Saúde, e sublinhou que a avaliação do investimento público é conduzido em coordenação com as tutelas setoriais.

Segundo aquele jornal, o ministério de Mário Centeno chamou vários administradores de hospitais do Porto para serem questionados sobre os serviços de pediatria - reuniões em que não esteve presente nenhum elemento do Ministério da Saúde ou de qualquer organismo dependente do gabinete de Adalberto Campos Fernandes. "Há, naturalmente, reuniões técnicas partilhadas entre a Saúde e as Finanças na vertente do domínio orçamental (...) existem dezenas, ou centenas de reuniões, só com a Saúde tal como só com as Finanças".

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