Abrandamento do investimento terá penalizado o PIB nacional no primeiro trimestre

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De acordo com a estimativa rápida hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB), em termos homólogos, aumentou 2,1 por cento em volume no primeiro trimestre de 2018 (2,4 por cento no trimestre anterior) e, comparativamente com o quarto trimestre de 2017, o PIB aumentou 0,4 por cento em termos reais (0,7 por cento no trimestre anterior).

O BBVA encontra-se, em ambos os casos, no ponto mais otimista do intervalo, ou seja, aponta para um crescimento em cadeia de 0,7% e homólogo de 2,3%, justificado pela "redução da incerteza sobre a política económica e o aumento previsto no consumo público, depois da disciplina que o Governo teve nos últimos anos para cumprir os seus compromissos", segundo o Observatório Económico Portugal da instituição.

Segundo o INE, a procura externa "registou um contributo mais negativo, em resultado da desaceleração mais acentuada das exportações".

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, no quarto trimestre de 2017, o PIB da zona euro avançara 0,7% e o da UE 0,6% na variação em cadeia e 2,8% e 2,7%, respetivamente, na comparação homóloga. Mas, o BCP na nota de conjuntura da última semana referia até evolução homóloga de 1,7% e em cadeia de 0,1%. O contributo positivo da procura interna estabilizou no 1º trimestre, verificando-se uma ligeira travagem do consumo privado. Já no que diz respeito à França, o abrandamento foi de 0,7% para 0,3% no crescimento em cadeia e de 2,6% para 2,1% no crescimento homólogo.

O banco BBVA é o que se mostra mais otimista, esperando um crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2018 face ao último de 2017, mantendo "as tendências no consumo e no investimento" e as previsões de um crescimento de 2,3% no conjunto de 2018.

Pela positiva, destaca-se o comportamento do investimento, que registou um contributo mais positivo para o crescimento tanto em termos homólogos como em cadeia. Mas, a nota terminava num tom otimista: "Excluindo a possibilidade de um choque externo, esperamos que a economia portuguesa retome a níveis de crescimento mais robustos no resto do ano".

Em relação à variação do PIB em cadeia, que tinha sido de 0,7% nos últimos três meses de 2017, o resultado baixou para 0,4% no arranque de 2018. Já o Governo estima que a economia portuguesa cresça 2,3% em 2018.

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