Boletim do Banco Central reduz estimativa de alta do PIB em 2018

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A projeção publicada na semana passada de 2,70% do Produto Interno Bruto ( PIB ) deu lugar à marca de 2,51%.

A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano passou de R$ 3,37 para R$ 3,40, ante os R$ 3,30 verificados há um mês. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%.

(Lembrando que o sistema de metas para a inflação em 2019 é entre 2,75% e 5,75%). Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. O encontro acontece nesta terça e quarta-feiras (15 e 16 de maio).

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Cerca de 75% do mercado financeiro espera que os juros sejam cortados em mais 0,25 ponto, para 6,25% ao ano, de acordo com levantamento da estrategista da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, na última sexta (11), com base em dados do mercado de juros. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. "O BC não deve reduzir a Selic nessa semana, em sinal de cautela, diante das turbulências internacionais", diz, referindo-se à alta do preço do petróleo e à valorização do dólar.

Na visão de economistas, o efeito da alta do dólar na inflação deve ser um pouco menor do que normalmente é observado porque a economia ainda está em recuperação.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,6 bilhões de resultado positivo. Para o fim do próximo ano, a estimativa segue em R$ 3,40.

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