Morre o diretor Roberto Farias, irmão do ator Reginaldo Farias

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Rio de Janeiro - Morreu na tarde desta segunda-feira (14), aos 86 anos o cineasta Roberto Faria, que estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, fazendo um tratamento contra um câncer de próstata diagnosticado há cinco anos. Depois, fez vários filmes igualmente populares, com destaque para a trilogia protagonizada por Roberto Carlos: "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1968), "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa" (1970) e "Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora" (1971). Desse convívio, nasceu uma amizade e um respeito muito grande entre nós.

Farias tem no currículo mais de 25 filmes como produtor e diretor.

Ao mesmo tempo em que associava a tradição do cinema novo à busca por um público amplo, a distribuidora deva sequência a uma fértil associação com Os Trapalhões, que garantia a possibilidade de outros filmes, de menor alcance, conseguirem distribuição decente. Em tudo diferente do que já fizera, Cidade Ameaçada acabou sendo um rascunho para o filme mais conhecido de sua carreira, o thriller Assalto ao Trem Pagador (1962).

Sobrinho do cineasta, o ator Marcelo Faria postou uma homenagem ao tio em uma rede social. Quase todos foram sucessos de bilheteria, pois poucos cineastas brasileiros tiveram o domínio do gosto popular como ele.

Com Reginaldo fez ainda "Pra Frente Brasil" (1982), outro trabalho importante ao abordar as torturas ocorridas no governo militar quando a ditadura ainda não havia se encerrado (o que aconteceu somente em 1985). Foi responsável também pelo sucesso "Os trapalhões e o auto da Compadecida" (1987).

Com a interrupção da produção após a extinção da Embrafilme, passou a se dedicar à TV, assinando minisséries como "Memorial de Maria Moura" (1994) e episódios de "Você Decide". Também nos anos 1960, colaborou na fundação da Difilm, distribuidora do Cinema Novo, ao lado do produtor Luiz Carlos Barreto. "Com ele na Embrafilme, os filmes conseguiram o maior market share até então, 33%", Peregrino lembra, citando longas como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Xica da Silva (1976) e A Dama do Lotação (1978). Seu legado para o cinema brasileiro é imenso.

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