OMS envia equipes ao Congo para combater epidemia de ebola

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- Autoridades sanitárias da República Democrática (RD) do Congo confirmaram neste domingo que três pessoas, entre elas duas enfermeiras, morreram com sintomas aparentes de ebola em Bikoro e Iboko, as duas regiões do noroeste do país onde foi declarado um surto da doença esta semana, com dois casos confirmados.

O Ministério da Saúde do Congo e a OMS rastreiam os contactos das vítimas e aplicam uma vacina experimental contra o Ébola.

Entre os casos suspeitos há dois funcionários da área da saúde contagiados e um que faleceu.

Equipas da OMS, da UNICEF, da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) e dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) deslocaram-se para Bikoro, um lugar remoto e com infraestruturas rudimentares, explicou, na sexta-feira, em Genebra o diretor de emergências da OMS, Peter Salama.

Por ainda estar em fase experimental, a vacina necessita de autorização governamental, que já foi dada pelo Executivo em Kinshasa, e a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês), anunciou que financiará a vacinação.

Tedros conversou com o ministro de Saúde do país, Oly Ilunga, para discutir a resposta à doença e mandar as vacinas "o mais rápido possível".

De acordo com a OMS, este é o nono surto de ebola na República Democrática do Congo desde que o vírus foi descoberto em 1976 no país, que na época se chamava Zaire.

A pior epidemia de ebola até hoje ocorreu entre 2013 e 2017 no oeste da África, registrou 29 mil casos e deixou 11,3 mil mortos principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

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