Dólar continua a subir e vai a R$ 3,68

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O dólar dava continuidade nesta terça-feira à trajetória de alta e era negociado no patamar de R$ 3,68, acompanhando o cenário externo, onde cresciam os temores de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo global de capitais.

A cotação da moeda estadunidense para o Turismo já ultrapassa a casa do R$ 4 nas principais casas de câmbio cariocas, enquanto o euro dispara para R$ 4,8.

Às 10h40, o dólar avançava 1,54% por cento, a R$ 3,6839 na venda, maior nível intradia desde maio de 2016. Em espécie, o dólar é vendido entre R$ 3,83 e R$ 3,91, já considerando os 1,10% de imposto, segundo pesquisa do G1. Para quem recorria à compra em cartão de débito ou crédito pré-pago, a moeda americana saia a R$ 4,11, valor que estava apenas cinco centavos mais barato no final do dia, contabilizando o IOF de 6,38%. O rendimento dos títulos do governo norte-americano, as Treasuries, de 10 anos (T-Note) acima de 3% também contribui para a pressão altista.

O real acumula desvalorização de 9,12% frente ao dólar desde início do ano.

Internamento, o movimento de alta do dólar reflete também a cautela com pesquisa eleitoral divulgada na véspera que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal.

O Banco Central já vendeu a oferta total de até 5.000 novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Além disso, ainda fará outro leilão de até 4.225 swaps para rolagem do vencimento de junho, no total de US$ 5,650 bilhões.

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