IBC-Br consolida decepção e deixa espaço para corte nos juros — Análise

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"Se não houver nenhuma surpresa na corrida eleitoral, o quadro econômico de recuperação gradual pode levar o BC a não ter pressa para subir os juros", avaliou o economista da consultoria LCA Antonio Madeira, vendo a probabiliade de elevação no final do primeiro trimestre de 2019.

Em março, a produção industrial encolheu e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou nos três primeiros meses do ano contração de 0,9 por cento.

A baixa do IBC-Br ficou fora do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro, que esperavam resultado entre -0,4% e +0,3% (media de -0,2%). Em relação a março de 2017, mês de alta na atividade, a queda foi de 0,7%. No primeiro trimestre, a indústria brasileira teve crescimento de 3,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, um ritmo menor do que no trimestre anterior, quando a taxa foi de 4,9%. O patamar de 142,26 pontos é o pior para meses de março desde 2016 (141,00 pontos). "O que a gente mais ouve entre as empresas é que vai esperar para ver", explicou o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio Leal, que já aplicou viés de baixa em sua projeção de crescimento de 0,3 por cento do PIB no primeiro trimestre. Nos últimos 12 meses, a expansão da economia foi de apenas 1,05%. No que diz respeito a essa decisão, a pressão das cotações em alta do dólar e os riscos de contágio com o recrudescimento da volatilidade nos mercados cambiais nas economias emergentes formam contraponto num quadro em que justamente a atividade doméstica fraca não sanciona a transmissão direta e integral da subida do dólar para os preços.

O BC revisou dados do Índice de Atividade Econômica na margem, na série com ajuste.

No caso de dezembro, a revisão foi de +1,12% para +1,09%.

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