Novo dono do tríplex de Lula diz não ter posição política

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O Globo localizou o comprador do triplex no Guarujá que, segundo a Lava Jato, era de Lula: Fernando Costa Gontijo, empresário de Brasília que arrematou o imóvel por R$ 2,2 milhões. Outros interessados têm até as 14 horas desta terça dia para cobrir a proposta.

No site da Marangoni Leilões, responsável pelo trâmite, consta que o usuário que fez o lance é de Brasília, está identificado apenas como Guarujapar e formalizou a oferta exatos cinco minutos antes do fim do leilão.

Gontijo, que deve efetuar o pagamento nos próximos três dias para assumir a propriedade, disse ao jornal carioca que comprou o triplex em razão de sua "posição privilegiada, de frente [para o] mar".

A segunda data para tentar vender o apartamento está marcada para 22 de maio, no mesmo horário, com valor mínimo de 80% do valor de avaliação. Além dos R$ 2,2 milhões, ele terá de arcar com a comissão do leiloeiro, de R$ 110 mil, e mais R$ 47.204,28 de débitos condominiais.

A identidade da pessoa, que pelo cadastro é de Piracicaba, no interior de São Paulo, não foi divulgada.

Se o negócio for fechado, o comprador pagará 10,232 mil reais por cada um dos 215 metros quadrados de área privativa do imóvel, um valor salgado: na mesma praia, a de Astúrias, há oferta de imóveis semelhantes cerca de 30% mais em conta, por 7.200 reais o metro quadrado.

O juiz Sérgio Moro, que condenou Lula em primeira instância, determinou que o valor obtido com a venda seja entregue à Petrobras.

Lula teve a condenação confirmada e a pena aumentada para 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em janeiro deste ano. O valor, apontou a acusação, se referia à cessão pela OAS do apartamento tríplex ao ex-presidente, a reformas feitas pela construtora nesse imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial (este último ponto rejeitado por Moro). Lula cumpre a pena na superintendência da PF (Polícia Federal), em Curitiba.

O petista defende sua inocência e se diz vítima de perseguição da força-tarefa e da Justiça.

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