Operação da PF prende doleiro em João Pessoa

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Entre os presos estão dois doleiros já conhecidos pela PF - um deles alvo da Lava-Jato e outro, da Operação Farol da Colina. "A Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto a 'quebra' do acordo firmado", afirmou a PF.

Ceará ainda citou a entrega de dinheiro a outros políticos, entre eles, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A operação é intitulada 'Efeito Dominó'.

Pelo menos um outro "doleiro", envolvido no caso Banestado, um grande escândalo de corrupção descoberto em 2003 e que terminou com cerca de 100 condenados por corrupção, também foi preso na operação hoje.

São Paulo/SP: 02 mandados de busca e apreensão.

Os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e em São Paulo.

Os presos estão sendo levados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ao todo, a operação prendeu oito pessoas. "Eles são prestadores de serviço, especializados em remessa de dinheiro para o exterior".

O delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Efeito Dominó, Roberto Biasoli, afirmou que dinheiro do narcotráfico teria sido entregue a políticos e agentes públicos corruptos investigados pela Operação Lava Jato. Ainda segundo a PF, R$ 290 milhões em imóveis foram apreendidos na operação desta terça-feira (15).

De acordo com a Polícia Federal, ao longo das investigações ficou clara a convergência dos interesses das atividades ilícitas com a dos 'clientes dos doleiros' investigados.

Em geral, os doleiros atuam de duas formas. Recebem reais em espécie no Brasil e disponibilizam dólares em contas no exterior ou recebem dólares no exterior e disponibilizam reais em espécie no Brasil. Todas essas operações são realizadas sem a devida comunicação às autoridades bancárias e fiscais dos países envolvidos.

No ano passado Sidinei dos Anjos Peró foi preso, no condomínio durante a operação Ouro de Ofir, no dia 21 de novembro de 2017.

Esta foi a primeira condenação de Cabeça Branca desde que foi preso. O que ele escondeu era a sua ligação com a lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, o que pode fazê-lo perder os benefícios de sua delação. De lá, a droga era transportada em caminhões para a região Sudeste, de onde ela era enviada, principalmente, à Europa e América do Norte.

O título de "embaixador do tráfico" atribuído a Cabeça Branca foi atribuído ao narcotraficante pela forma como ele se relacionava com fornecedores e compradores da droga que ele intermediava.

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