Aos gritos de "golpista", Moro recebe prêmio de personalidade do ano

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Em seu discurso, o juiz Sergio Moro afirmou que "apesar de dois impeachments presidenciais e um ex-presidente preso, não houve e não há sinais de ruptura democrática" no Brasil, em referência às cassações dos ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff e a prisão de Lula.

Mas Moro, que foi com a vermelha, não teve dúvidas ao aceitar convites para falar ao longo desta semana nos Estados Unidos e não se arrepende, como já disse em relação ao senador tucano Aécio Neves, de posar para retratos ao lado de Doria no Museu de História Natural, onde ele foi premiado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos na noite de terça (15). "A azul poderia ser PSDB ou o partido democrata americano", comentou.

ColunaMarcoEusébio
Divulgação Sergio Moro'estar em um evento do social e tirar uma

Ao discursar, Moro repetiu a tese rasa da direita sobre corrupção e democracia em que reforça a ideia ditada nas sua sentenças em que criminaliza a política e coloca os empresários como vítimas. Ele optou pela vermelha, que é a cor do logotipo do Lide. Outro aspecto importante, de acordo com ele, é a atuação de funcionários de outros cargos que atuam em casos de combate à corrupção, como os policiais. Neste contexto, o juiz do Paraná fez elogios ao Supremo Tribunal Federal. Moro foi homenageado por sua atuação na Operação Lava Jato e já era tido como favorito ao prêmio. As punições foram direcionadas a executivos de empresas e também a políticos do PT, PTB e PMDB. "Presumo que este prêmio significa que o setor privado, em geral, apoia o movimento anticorrupção brasileiro e isso, com certeza, faz uma grande diferença". "Há pessoas com falta de confiança na democracia, mas não pode haver resposta autoritária", destacou.

O juiz da Vara Federal de Curitiba ressaltou ainda que a democracia brasileira, a despeito dos riscos de eventuais retrocessos, está a salvo e continua no caminho certo.

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