Marcelo: "São acontecimentos graves que não podemos banalizar"

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O chefe de Estado, que se sente "vexado", pede que se cumpram as leis. "Acontecimentos graves que não podemos banalizar ou normalizar", disse.

O Presidente da República revelou que se sentiu "vexado" com a repercussão dos acontecimentos da véspera na academia do Sporting e alerta para o perigo de "escalada" que pode "destruir o desporto português".

"Temos de ter noção de que é fundamental para o próprio futebol e para o desporto, que se perceba que o clima criado ao longo dos tempos, e que foi debatido no Parlamento, não pode nem deve continuar sob pena de uma escalada que vai destruir o desporto português", disse, lamentando o desprestígio que tal cenário possa ter "lá fora e cá dentro" e que poderá "empobrecer a sociedade portuguesa".

O mais alto representante da nação avisa que "não pode haver dois Portugais, um que vive no Estado de Direito e outro que vive à margem". "Neste momento tenho o sentimento de alguém que se sente vexado pela imagem que se propaga em Portugal e no Mundo. Vexado porque Portugal é uma potência, nomeadamente no futebol profissional, e vexado pela gravidade do que aconteceu", afirmou.

Marcelo deixou, por isso, um apelo à serenidade: "Temos de parar para reflectir e para as instituições actuarem".

Questionado sobre as condições de segurança para o final da Taça de Portugal, o Presidente remeteu para as autoridades competentes, mostrando-se confiante de que estas vão agir no âmbito das suas funções.

Depois de ter sido questionado esta quarta-feira, pela Lusa em Leiria, sobre se estaria presente na final que vai opor Sporting a Desportivo das Aves, Marcelo respondeu que "não queria dizer mais nada".

Na linha de pensamento, o Presidente da República sustenta que não quer ver ninguém 'assobiar para o lado'. Temos de travar a escalada. "Se não é travada agora, quando tiver de ser travada mais adiante é por meios muito mais drásticos e penosos e todos quereríamos evitar isto".

Na terça-feira, um grupo invadiu a Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediu futebolistas e equipa técnica do clube de Alvalade.

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