Reportagem RTP: Ambiente dá luz verde a prospeção de petróleo em Aljezur

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As diversas licenças de exploração petrolífera em terra ('onshore') e no mar, ao largo ('offshore') foram revogadas pelo atual Executivo, após forte contestação popular, de organizações ambientalistas, de alguns autarcas das regiões onde estavam previstas e dos partidos parlamentares de esquerda (PCP e Bloco de Esquerda) que apoiam o atual Executivo.

O furo a realizar no Alentejo para conhecer as potencialidades do leito submarino terá uma profundidade de cerca de 1.070 metros de profundidade, sendo que a perfuração durará aproximadamente quatro dias (excluindo a mobilização e o posicionamento, cuja duração prevista é de três dias), de acordo com elementos remetidos pela Eni à APA para apreciação prévia e decisão de sujeição a APA.

O governante disse ainda que "o Governo acompanha esta decisão da Agência Portuguesa do Ambiente e também acompanha as 50 medidas impostas pela APA que tem a ver com questões de segurança e de limitação do risco ambiental, acreditando que estas medidas são adequadas ao projeto que está em causa".

Lisboa, 15 mai (Lusa) - A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem até quarta-feira para decidir se o furo de pesquisa de petróleo do consórcio Eni/Galp, ao largo de Aljezur, terá que ser submetido a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

A mais recente posição de força tomada pelo Algarve ocorreu em finais de Fevereiro, em Loulé, quando a região se uniu para dizer um sonoro e definitivo "Não!" à prospeção e exploração de gás e petróleo ao largo de Aljezur "e em toda a costa portuguesa".

"Está a dar o pior sinal possível", afirmou Francisco Ferreira, frisando que há "argumentos técnicos que levantavam dúvidas suficientes para haver avaliação de impacto ambiental".

Os cenários serão conhecidos em outubro, precisou.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, também presente na conferência de imprensa, invocou que para Portugal cumprir essa meta terá de reduzir, por ano, a importação de 78 milhões de barris de petróleo para 10 a 15 milhões, alertando para a dependência do transporte marítimo e aéreo deste combustível fóssil.

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