IBGE II: Mercado tinha 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados

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Desalento - O país tinha um contingente de 4,6 milhões de pessoas em desalento entre janeiro e março de 2018, o maior contingente apurado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Esse é o pior resultado nacional na série histórica desde 2012 e, conforme a Agência Brasil, isso significa que 27,7 milhões de trabalhadores estão subutilizados no País. No Brasil, diferentemente da visão otimista sobre a recuperação da economia que vinha sendo alardeada pelo governo, falta trabalho para 27,7 milhões, representando 24,7%, proporção um pouco superior a de Minas.

Azeredo detalha que a população subocupada passou de 4,6 milhões no primeiro trimestre de 2014, para 6,2 milhões em igual período deste ano, alta de 36% no período.

A taxa de desalento no período ficou em 4,1% da força de trabalho ampliada do Brasil, alta de 0,2 ponto percentual em relação aos últimos 3 meses de 2017.

O pesquisador ressaltou que por conta do aumento do tempo de procura por trabalho, "parte dessa população acaba desistindo e sai da fila, se tornando desalentada".

Subutilizado é um conceito que abrange três grupos de trabalhadores: os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas (pessoas empregadas que gostariam de, e poderiam, trabalhar mais) e a chamada força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

Segundo Azeredo, apesar da redução do desemprego observada em relação ao primeiro trimestre de 2017, o cenário é preocupante, pois "essa redução do desemprego se dá em função do aumento das outras formas de subutilização".

Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. E a taxa total de subtilização era de 19,3% - agora, é de 24,7%. A taxa de desocupação neste trimestre é de 16% entre pretos, 15,1% entre pardos e 10,5% entre brancos.

Apesar de ser a maior parcela no Estado, Nogueira afirmou que o aumento de autônomos ainda não faz parte do reflexo da reforma trabalhista.

Em se tratando do rendimento médio habitual de todos os trabalhos, o valor recebido pelo trabalhador sul-mato-grossense no primeiro trimestre deste ano foi estimado em R$ 2.171, montante 1,4% superior ao do trimestre anterior (R$ 2.140) e 2,6% superior ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 2.116). Na comparação anual, este indicador recuou nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste e ficou estável no Nordeste e Sudeste.

Segundo o IBGE, 60,6% (2,8 milhões de pessoas) do contingente de desalentados são do Nordeste.

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