MPF-GO denuncia brasileiros por promover Estado Islâmico e recrutar pessoas

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça 11 brasileiros acusados de formação de uma organização criminosa e de promover o Estado Islâmico (EI) no País, informou nesta quinta-feira a assessoria de imprensa do órgão em Goiânia, onde a acusação criminal foi apresentada.

Pelo menos sete pessoas foram detidas desde outubro.

Segundo a denúncia, o grupo tentou recrutar pessoas, incluindo menores de idade, para possíveis atentados no Brasil, o estabelecimento de uma célula e a promoção das ideias da organização terrorista.

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A denúncia, à qual o jornal teve acesso, é resultado da Operação Átila, da Polícia Federal, que correu em sigilo até março. Os demais respondem em liberdade.

Cinco acusados também estão respondendo pelo crime de corrupção de menores, que teriam sido recrutados pelo grupo. Juntos eles se intitulavam uma célula terrorista intitulada "Estado do Califado no Brasil". Outros envolvidos relataram conversas a respeito da organização da célula e treino de fações paramilitares no Brasil, o que também consta em diálogos obtidos pela PF após a apreensão de telemóveis. As investigações, porém, começaram em novembro de 2016, quando as autoridades espanholas notificaram as brasileiras de que números de celulares do país apareciam em grupos de WhatsApp suspeitos de "promover, organizar ou integrar" o Estado Islâmico.

Em relação aos contatos com estrangeiros, os envolvidos deram diversos motivos, dizendo que os contatos serviam tanto para informações sobre como aderir ao EI até orientação sobre como obter vistos de países do Oriente Médio ou discutir "táticas de guerrilha", segundo o MPF. Alguns dos acusados negam envolvimento com o Estado Islâmico ou em atividades criminosas.

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